sexta-feira, 22 de abril de 2011
A LIÇAO DO RATINHO
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!!
A galinha disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até ao porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações...
O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:
- O que? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira...
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro levou a esposa imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal (matou a galinha).
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la...
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre o risco. O problema de um, é problema de todos!
Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a conviver como irmãos.
Retirado do Blog "Arca do AutoConhecimento" de minha amiga Maria Jose
quinta-feira, 7 de abril de 2011
CHEIRO DE FEIJAO, ESTRELAS E SONHOS
Aquele cheiro de feijão cozinhando foi demais para Eduardo. Depois de muito tempo nas ruas, comendo os restos do que conseguia, ele se deixou levar pelo aroma daquele feijão e, quando viu, estava batendo palmas naquela casa de onde provinha o aroma tão marcante. Uma senhora de cabelos brancos e com um avental na cintura, também branco, atendeu e não se assustou com a roupa dele, já muito gasta, nem pelos seus cabelos enormes, que há muito não via um corte. - "Que foi meu jovem, em que posso ajudá-lo?". Eduardo ficou mudo diante daquele rosto tão bondoso. Sua voz não saía, e ele gaguejou: - "Bom...bom...bom dia. Sabe, é que eu senti o cheiro do feijão cozinhando e lembrei-me da minha mãe, lembrei-me da fome e resolvi pedir um pouco, se a senhora puder. Pode ser num copo plástico mesmo, só para eu poder matar a vontade de comer esse feijão tão cheiroso. Dona Benedita ficou surpresa com o desejo daquele menino. Sim, apesar das roupas velhas e sujas, do rosto marcado pela sujeira, aquele rapazote não deveria ter mais do que 15 ou 16 anos. Até hoje ela não sabe o porquê daquele gesto tão incomum nos tempos atuais, onde a violência está em cada esquina. O fato é que ela se comoveu com aquele menino e pediu para que entrasse. Eduardo não sabia o que fazer. Nunca alguém o convidara para entrar em uma casa. O máximo que faziam era dar uma comida misturada em latas de goiabada ou em embalagem plástica de sorvete, que normalmente as pessoas nem queriam de volta, como se ele tivesse alguma doença contagiosa. Timidamente ele entrou naquele quintal enorme e, seguindo aquela senhora tão amável, entrou em uma cozinha muito bonita, simples, com azulejos azuis claros nas paredes, piso vermelho brilhando, uma mesa e 4 cadeiras brancas. Na mesa, uma toalha muito branca e já sobre ela, arroz em uma travessa, água fresca, pratos e copos. "Ah, meu Deus, o paraíso deve ser assim!", pensou Eduardo. Sem saber o que fazer, ficou ali, na porta, em pé, observando aquele ambiente que lhe deu uma paz indescritível. Ele já estava andando pelas ruas há mais de 4 anos, desde que sua mãe morreu, lá naquele Estado distante. Sem nenhum parente, Eduardo lembrava-se apenas da mãe dizendo que teve um paizinho muito querido, que morava em São Paulo, lá pelas bandas da Vila Maria, que ela amava muito e queria tanto ver. Lembrava da mãe chorando todas as noites, falando baixinho para ele não acordar, da saudade do pai e da mãe tão amada, que morreu de uma doença nos pulmões, sem rever os parentes. Dona Benedita, voltou de um dos cômodos trazendo uma toalha e algumas roupas usadas, mas muito limpas, e foi falando para ele tomar um bom banho e se trocar, enquanto ela acabava o feijão. Sem saber muito o que fazer, Eduardo entrou naquele banheiro e tomou o banho mais gostoso da sua vida. Ele também nunca viu tanta água encardida sair de uma pessoa... Aos poucos, aquela marca e aquela casca impregnada das ruas foram saindo. Junto iam as dores, as mágoas, e ele se pegou cantando. Quando saiu do banheiro, Dona Benedita ficou parada olhando para aquele rosto, os cabelos ligeiramente alourados, cheios de cachos... Dona Benedita imediatamente lembrou-se da sua filha, que saíra de casa numa briga com o pai. Ela engravidara de um rapaz que não quis assumir a criança. Seu Vicente, homem das antigas, não soube entender a filha caçula, grávida e sem marido, e, num gesto impensado, mandou-a embora. Os dois discutiram e a moça falou que não era mais a sua filha. Ela saiu naquela noite de setembro e nunca mais deu notícias. Aquilo foi demais para o velho pai, que, apesar do modo grosseiro de tratar os filhos, rude, acostumado somente ao trabalho, amava como louco a sua filha, e todos os dias, depois que ela partiu, saia às ruas atrás de notícias, de alguma pista que o levasse até ela. Arrependido, seu Vicente foi definhando, definhando e morreu 4 meses depois, sem nunca mais a ver. E ali estava aquele rapazote, com o rosto parecido com o da filha. Mas, Dona Benedita voltou à realidade do feijão na mesa, e o mandou sentar. Quando o rapaz colocou a primeira garfada na boca, grossas lágrimas escorreram pelo seu rosto. Dona Benedita, percebendo a situação, perguntou: "Que foi filho? O feijão tá tão ruim assim que te fez chorar?". Eduardo sorriu timidamente e disse que não. Era apenas a lembrança da mãe que ele amava tanto... Em silêncio eles comeram e, notando o apetite do rapaz, ela mesma o serviu mais duas vezes. Depois, ela passou um café; perguntou o seu nome; quis saber um pouco da sua história. Ele só falou o nome e saiu agradecendo a sua melhor refeição dos últimos tempos. Meia hora depois, com roupas limpas, banho tomado e barriga forrada, Eduardo acabou descobrindo que já estava na Vila Maria e isso acendeu a sua esperança. Mas, quando a noite chegou, ele viu, pelas luzes que se acendiam, que aquele lugar era muito grande, e sem maiores detalhes do avô e da avó que nunca tinha visto, imaginou que seria impossível encontrar os parentes. Enquanto isso, Dona Benedita, estava no seu quintal, observando a noite. Tem sido assim desde que a filha sumiu no mundo. Sempre olhando para o céu, ela sempre nota que uma estrela se destaca das outras. É para essa estrela que ela se dirige há muitos anos, como se fosse para a própria filha. Nessa noite, seu coração estava inquieto. Aquele rapaz na cozinha mexeu com ela. Ao olhar para a sua estrela favorita, notou que ela parecia girar, brilhando mais forte. Dona Benedita imediatamente reviu a imagem do Eduardo e ficou pensando... No dia seguinte, Dona Benedita sai cedo, sem destino. Passou pelas ruas perguntando se alguém tinha visto um andarilho, descrevendo-o. Ela precisava tirar uma dúvida e não podia perder a chance. Encontrou-o numa praça, sendo abordado por dois policiais, que o agarravam com ares de poucos amigos. Dona Benedita chamou-o pelo nome e, ao olhar para ela, os policiais o soltaram e perguntaram se ela o conhecia. Ela respondeu afirmativamente, o que fez com que o menino fosse liberado. Assustado, Eduardo agradeceu pela gentileza e Dona Benedita o fez sentar no banco e contar a sua história. Conforme ele ia contando, a mulher percebia os pontos em comum com a história da sua filha: o tempo decorrido e a sua idade, os cabelos cacheados e aqueles olhos, que agora ela parecia ver como um espelho, que refletiam os olhos do seu amado marido. Quando ele falou o nome da sua mãe, Dona Benedita começou a chorar. Chorou tanto e abraçava tanto Eduardo que ele ficou com medo de ela morrer: "Mas, dona, o que foi que eu fiz? Por favor, me fale... Pare de chorar. Dona Benedita secou as lágrimas e contou a história da filha. Então, Eduardo percebeu que a sua busca tinha acabado. Ela acabou de encontrar a sua família e foi a vez de ele se entregar naquele colo e chorar. O tempo passou... Mais de 12 anos já se passaram desde aquele "reencontro". Eduardo é arquiteto de muito prestígio na construtora onde trabalha. Casou-se e tem dois filhos e, mesmo podendo morar no seu elegante apartamento, preferiu ficar naquela casa que o abrigou, ao lado da sua avó, que sempre faz aquele feijão cheiroso que o conquistou. Toda noite Dona Benedita ainda sai para o quintal, olha para o céu e fala com a filha, olhando para aquela mesma estrela, que agora, desde o dia em que Eduardo apareceu, tem outra estrela ao lado. Dona Benedita tem certeza que pai e filha se reencontraram no céu, no lugar onde o amor venceu e sempre vencerá. E, se essa história te parece impossível, talvez seja por isso que você ainda sofra com algumas decepções e deixe de lutar pelos seus sonhos. Talvez você tenha esquecido de amar um pouco mais, de dar mais dois passos em direção à sua estrela e descobrir que, apesar da noite escura e chuvosa, ela jamais deixou de brilhar.
Poderá também gostar de:
Blog ARCA DO AUTOCONHECIMENTO
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
DIVINO SILÊNCIO
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Uma antiga lenda norueguesa narra este episódio sobre um homem chamado Haakon, que cuidava de uma ermida à qual muita gente vinha orar com devoção.Nesta ermida havia uma cruz muito antiga, e muitos vinham ali para pedir a Cristo que fizesse algum milagre.
Certo dia, o eremita Haakon quis também pedir-lhe um favor. Impulsionava-o um sentimento generoso.
Ajoelhou-se diante da cruz e disse: - Senhor, quero padecer por vós. Deixai-me ocupar o vosso lugar. Quero substituir-vos na Cruz.
E permaneceu com o olhar pendente da cruz, como quem espera uma resposta.
O Senhor abriu os lábios e falou. As suas palavras caíam do alto, sussurrantes e admoestadoras: - Meu servo, cedo ao teu desejo, mas com uma condição.
- Qual é, Senhor?, perguntou com acento suplicante Haakon.
É uma condição difícil? Estou disposto a cumpri-la com a tua ajuda!
- Escuta-me: Aconteça o que acontecer, e vejas tu o que vires, deves guardar sempre o silêncio.
Haakon respondeu: - Prometo-o, Senhor!
E fizeram a troca sem que ninguém o percebesse.
Ninguém reconheceu o eremita pendente da cruz; quanto ao Senhor, ocupava o lugar de Haakon.
Durante muito tempo, este conseguiu cumprir o seu compromisso e não disse nada a ninguém.
Certo dia, porém, chegou um rico.
Depois de orar, deixou ali esquecida a sua bolsa. Haakon viu-o e calou.
Também não disse nada quando um pobre, que veio duas horas mais tarde, se apropriou da bolsa do rico.
E também não, quando um rapaz se prostrou diante dele pouco depois para pedir-lhe a sua graça antes de empreender uma longa viagem.
Nesse momento, porém, o rico tornou a entrar em busca da bolsa.
Como não encontrasse, pensou que o rapaz se teria apropriado dela.
Voltou-se para ele e interpelou com raiva: - Dá-me a bolsa que me roubaste!
O jovem, surpreso, replicou-lhe: - Não roubei nenhuma bolsa!
- Não mintas; devolve-me já!
- Repito que não apanhei nenhuma bolsa!
O rico arremeteu furioso contra ele.
Soou então uma voz forte:
- Para!
O rico olhou para cima e viu que a imagem lhe falava. Haakon, que não conseguiu permanecer em silêncio diante daquela injustiça, gritou-lhe, defendeu o jovem e censurou o rico pela falsa acusação.
Este ficou aniquilado e saiu da ermida. E o jovem saiu também porque tinha pressa para empreender a sua viagem.
Quando a ermida ficou vazia, Cristo dirigiu-se ao seu servo e disse-lhe:
- Desce da Cruz. Não serves para ocupar o meu lugar. Não soubeste guardar silêncio.
- Mas, Senhor, como podia eu permitir essa injustiça?
O Senhor continuou a falar-lhe:
- Tu não sabias que era conveniente para o rico perder a bolsa, pois trazia nela o preço da virgindade de uma jovem.
O pobre, pelo contrário, tinha necessidade desse dinheiro; quanto ao rapaz que ia receber os golpes, as suas feridas o teriam impedido de fazer a viagem que, para ele, foi fatal: faz uns minutos que o seu barco acaba de soçobrar e que ele se afogou.
Tu também não sabias isto; mas Eu sim. E por isso me calo.
E o Senhor tornou a guardar silêncio.
Muitas vezes nos perguntamos por que Deus não nos responde. Por que Deus se cala?
Muitos de nós gostaríamos que nos respondesse o que desejamos ouvir, mas Ele não o faz: responde-nos com o silêncio. Deveríamos aprender a escutar esse silêncio.
O Divino Silêncio é uma palavra destinada a convencer-nos de que Ele, sim, sabe o que faz.
Com o seu silêncio, diz-nos carinhosamente: "Confia em mim, sei o que é preciso fazer!
originário de Roy Lacerda do blog MomentoBrasil (http://momentobrasilcom.blogspot.com/) e que foi postado no Blog "Arca do Autoconhecimento".
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
ABANDONADO
Clique na imagem para visualizar em tamanho normal.
.
Dedico este post a um querido Amigo de 4 patas, inesquecível,
que partiu há muito tempo.
Snoopy, querido Snoopy, sempre lembrado e relembrado !
Que bom que era que os humanos não abandonassem estes seus Amigos,
silenciosos e incondicionais !
retirado do Blog "Simples assim...", de Jeanne
Aconselho toda a gente a visitar este seu blog
e ainda, os seus outros dois Blogs
"Doutrina Espírita, Espiritismo, Estudo e Mensagens
Espíritas" e "A Casa das Virtudes" (infantil)
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
OLÁ AMIGOS & VISITANTES !
Peço desculpa aos meus Amigos e Visitantes que, de vez em quando, me dão o grato prazer das suas visitas.
Tenho estado parada, sem escrever e sem vos visitar ...
Por falta de tempo e excesso de trabalho - o verão para quem trabalha em hotelaria chega a ser alucinante !
Agora, estamos na época média-baixa, o stress baixa e há sempre um tempinho para as "visitas", pelo menos.
Convosco no meu pensamento, desejo que tenham tido um óptimo verão, umas óptimas férias para quem esteve de férias e um bom merecido descanso para quem ainda vai de férias (como eu!)
O Outono chegou e, com ele, vem a saudade daquele aconchego no sofá da sala, um cafezinho quente, um bolo, uma conversa amiga, um bom livro. Na rua, pela tardinha, aquele cheiro a castanha assada, ai! as saudades da Feira de Silves em Novembro (quando havia feira de Silves!), com os seus carrocéis e as suas bancas de tudo-à-venda. Era o local onde as pessoas da zona se voltavam a ver, muitas vezes uma vez em cada ano. Tempo para rever antigos colegas de escola e os seus filhos crescidos. Como o tempo passa !
E nos dias de frio sem chuva, como aquele casaco comprido nos fica tão bem! Mesmo nos dias de chuva, apressados no corre-corre de sempre, sabe-nos bem regressar a esta época do Ano. Porque há que apreciar todos os momentos, a vida é um ciclo, rolando em eternos círculos.
Um abraço para todos !
sábado, 29 de maio de 2010
NORMOSE
Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é:
Quem espera o que de nós?
Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?
Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Maria bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.
Texto de Martha Medeiros
Retirado do Blog Arca do AutoConhecimento
(um maravilhoso Blog de ajuda na busca do nosso Auto-Conhecimento !)
terça-feira, 4 de maio de 2010
DIA DA MÃE - 2 DE MAIO
MINHA MÃE !
Minha mãe ! Minha mãe! ai que saudade imensa
do tempo em que ajoelhava, orando, ao pé de ti !
Caía mansa a noite, e andorinhas aos pares
cruzavam-se voando em torno dos seus lares,
suspensos no beiral da casa onde eu nasci !
Era a hora em que já sobre o feno das eiras
dormia quieto e manso o impávido lebreu;
Vinham-nos da montanha as canções das ceifeiras,
e a lua branca, além, por entre as oliveiras,
como a alma de um justo, ia em triunfo ao céu ! ...
E, mãos postas, ao pé do altar do teu regaço,
vendo a lua a subir, muda, alumiando o espaço,
eu balbuciava a minha infantil oração,
pedindo ao Deus, que está no azul do firmamento,
que mandasse um alívio a cada sofrimento,
que mandasse uma estrela a cada escuridão.
Guerra Junqueiro
quarta-feira, 14 de abril de 2010
ETERNIDADE
Deixa que a Criança
que foste
dê a mão ao Adulto
que és hoje
e que a força
desse Encontro
transforme o teu futuro.
É sábio esse pequeno Ser mágico
que existe em cada um de nós.
Com o seu sorriso brilhante,
ele procura mostrar-nos
continuamente
a Maravilha que é
utilizar a nossa capacidade inata
para recomeçar alegremente
o Jogo da Vida e da Sorte.
Somos nós próprios que exageramos
o tamanho dos dragões e dos fantasmas
que nos assombram os dias e as noites.
E, contudo, temos o Poder
de os reudzir à sua verdadeira dimensão.
Pois existem ainda sóis dourados,
Mundos inteiros por descobrir.
Castelos e Reinos verdadeiros,
Jardins secretos e, (quem sabe?)
Fadas disfarçadas
de flores envergonhadas,
e mares e rios
e lagos-esmeralda
e céus claros sem fim
Ema Vieira
28.06.1999
inspirado nos livros de
Richard Bach
sexta-feira, 2 de abril de 2010
FELIZ PÁSCOA !!!
Desejo a todos os meus Amigos uma óptima Páscoa !
Com muitas amêndoas e chocolates, mas sobretudo com muita esperança em dias melhores.
Páscoa - comemoração do inicío da Primavera segundo antigas tradições perdidas no tempo,
significa renovação, renascimento, esperança / vida nova. Com início dentro de nós,
na reforma íntima que somos convidados a fazer de várias maneiras.
Um grande abraço a todos vocês
Eugénia
sábado, 6 de fevereiro de 2010
ALGARVE EM FLÔR
(fotos de Jorge Delfim)
Que me perdoe o autor destas belíssimas fotos pelo atrevimento, pois não sei como contactá-lo para pedir permissão de publicá-las ...
- Amendoeiras em flôr, eternas noivas deste cálido Algarve, lembranças antigas de lendas de reis, príncipes e mouras encantadas ... Recordo a famosa Lenda das Amendoeiras em flôr e , perante os olhos da minha imaginação, surge-me , como que por encanto, a visão do Castelo de Silves, cidade-antiga capital do Algarve nos tempos mouros, do alto do seu monte de onde muito certamente esta história é proveniente e cujas origens se perdem no passar dos séculos ...
Quem a terá inventado ? Terá sido o famoso rei-poeta mouro Al-Mutamid, de Sevilha, que viveu em Silves e que nos seus versos mencionava o famoso Palácio das Janelas Verdes, talvez existente no interior deste castelo, "onde moravam bravos guerreiros e brancas donzelas". ??? O imaginário espraia-se perante os nossos olhos. Paremos no tempo e deixemo-nos encantar... Como algarvia de gema, prometo colocar aqui a famosa Lenda.
A amendoeira floresce actualmente no Algarve a partir de inícios de Janeiro (antigamente, sé em Fevereiro).
Precisava mostrá-las a todos os meus amigos que me visitam. Certamente, muitos já conhecem esta árvore e seus frutos nutritivos e saborosos, pois não existem só na minha região. "Descobri", há pouco, que também existem no sul da Ucrânia, mas florescem muito mais tarde.
Certamente, será novidade para poucos.
Mas neste momento, só pretendo presentear todos vocês com estas lindas flores e votos de um óptimo
fim-de-semana !
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EPOCAS DO ANO ESPECIAIS
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
ROMÃ & OS SEUS BENEFÍCIOS
SUMO DE ROMÃ
AJUDA A CONTROLAR A TENSÃO ARTERIAL
REDUZIR O MAU COLESTEROL
PREVINE O CANCRO DE MAMA
PREVINE O CANCRO DA PRÓSTATA
Para todos aqueles que não gostam de "pintar os dedos" com o sumo da romã, mas que se preocupam com a sua saúde e bem-estar, buscando especialmente uma alimentação o mais saudável possível.
Também para aqueles que ainda não pensaram a sério no assunto.
Convido a todos a visitar o Blog do LEITE DA TERRA (leitedaterra.blogspot.com) onde, além desta receita de sumo, podemos encontrar muitíssimas mais, simplesmente deliciosas.
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CULINÁRIA VEGETARIANA
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
DELÍCIA DE ROMÃ

Esta receita que encontrei algures, há muito tempo, numa revista de culinária, passou a fazer parte das minhas sobremesas favoritas . Não sei quem a inventou ... mas é uma alternativa maravilhosa à "romã com açúcar" que toda a gente já conhece.
Partilho-a e dedico-a a todos os Amigos e Visitantes que por aqui passam de vez em quando.
Espero que gostem.
Um abraço a todos !
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DELÍCIA DE ROMÃ
bagos de romã q.b.
pão caseiro duro esfarelado q.b.
açúcar a gosto
canela a gosto
miolo de noz partido q.b.
miolo de pinhão q.b.
sumo de laranja q.b.
1 cálice de vinho do Porto
Misturam-se todos os ingredientes e deixam-se a marinar algumas horas. Tem de ficar com molho. Mexe-se de vez em quando. Serve-se em tacinhas.
Nota) o pinhão (bastante, se possível) dá um óptimo sabor. Imprescindível.
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CULINÁRIA VEGETARIANA
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
FESTAS FELIZES

Venho desejar a todos os meus amigos e visitantes deste Blog, um FELIZ NATAL e um ANO NOVO MARAVILHOSO !
* * * * *
GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA-VONTADE !
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
XANINHA

A Xaninha precisa de todas as pessoas de boa-vontade, que se juntem aos grupos de apoio portugueses e russos, para juntos lutarmos pelo seu regresso à sua família de coração, de onde nunca deveria ter saído. De nada serve agora criticar a "nossa justiça". Precisamos é de "pressionar" os nossos governantes e os governantes russos. Temos bons diplimatas, ao que consta. E nas mãos deles estão "as cartas" do futuro desta menina.
A todos os Amigos que aqui venham por bem visitar-me, agradeço dêem uma olhadinha no Blog "xaninhanossa.blogspot.com" e a partir dele, vejam os vídeos que foram magnificamente elaborados. Nada me comoveu mais do que, no blog do baptizado, uma pequena cena em que Xaninha faz um mimo na face de mãe Florinda. Vejam e sintam, porque todas as palavras que possa dizer, são pobres e insuficientes... Igualmente, aí também encontrarão as notícias actualizadas que possam ser dadas. A partir deste Blog, é possível aceder ao Blog russo de apoio, é impressionante ver que do lado de "lá" também há as mesmas reacções. Milhares de pessoas estão realmente interessadas e de acordo que a menina deva regressar. Um dia no futuro, ela decidirá o seu rumo de vida, naturalmente.
Desejo muito fortemente que Xaninha regresse a Portugal muito em breve (uma prenda de Natal das autoridades e diplomacia portuguesas e russas), e que continue a manter o contacto com a família russa, claro. A avó Olga, a irmã Valéria, todos.
A Família Pinheiro disponibilizou-se também para ajudar a mãe biológica. A isto, chama-se "grandeza de alma". Belo exemplo a ser seguido.
Bem hajam a todos !
Um abraço do Algarve.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
SINGELA HOMENAGEM

CARTA A JOSEFA, MINHA AVÓ
texto de José Saramago
Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo - e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas, deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água.
Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los.
Contaste-nos histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira - sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto vives e vais vivendo.
És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinhança. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste a lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietnam é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de palmo.
Da fome, sabes alguma coisa. Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e alegre és. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não cuidaste de saber onde é o mundo. Chegas ao fim da vida e o mundo ainda é para ti, o que era quando nasceste : uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não fazia parte da tua herança. (...)
Mas porquê, avó, porque te sentas na soleira da porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida : "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer."
AVÓ ADÉLIA

A "minha avó Adélia", como eu sempre a chamava ,já não se encontra entre nós há quase 4 anos... Que saudades !...
No próximo dia 17 Julho, comemoraria 100 anos. Todos os seus netos e os seus filhos far-lhe-iam uma festa. Penso que os que se encontram mais distantes, na França, tudo fariam para estar presentes nesta ocasião. A TV estaria presente, talvez (não era, Primo Rui ?)
Mas ela sempre disse que não chegaria lá ... e eu dizia-lhe que sim.
Pois é, querida avó Adélia, mas no meu pensamento continua presente, enquanto eu viver pensarei em si e falarei de si a toda a gente . Pediu-me uma vez para "não me esquecer de si". Como poderia esquecer-me. COMO ???
Esta é uma singela homenagem a uma GRANDE MULHER, UMA GRANDE SENHORA, UMA GRANDE AVÓ.
No céu, no infinito, nos meus sonhos, noutros planos de vida, não tenho dúvidas nenhumas de que nos encontramos algumas vezes e conversamos como antigamente.
Até lá!
Mil beijinhos
da neta que nunca a esquecerá
sexta-feira, 26 de junho de 2009
TODOS POR TI, XANINHA !
Amigos !
A luta pela felicidade da Xaninha continua.
Na Rússia, uma Carta aberta e uma Petição dirigida ao Comissário dos Direitos Humanos (Sr. Vladimir Petrovich) a pedir o regresso da Alexandra a Portugal.
Todos podemos colaborar. Basta assinar.
o link da Petição é :
http://girus.ru//petition/12/
Está tudo escrito em russo, mas parece que já existe uma tradução feita posteriormente.
Há 4 campos a preencher , no lado direito :
1º campo - NOME
2º campo - E-MAIL
3º campo - CIDADE / PROFISSÃO
4º campo - MENSAGEM (opcional)
Clica-se depois no quadrado laranja
Mais tarde, recebe-se uma mensagem em russo para o n/mail
Abre-se o e-mail recebido e clica-se nas primeiras letras azuis. Vê-se a peticão em russo e a lista de nomes abaixo.
Nas 2ªs letras azuis, pode ler-se os n/dados e texto.
TODOS PODEMOS AJUDAR.
Um abraço a todos
Um óptimo fim-de-semana.
Geninha
A luta pela felicidade da Xaninha continua.
Na Rússia, uma Carta aberta e uma Petição dirigida ao Comissário dos Direitos Humanos (Sr. Vladimir Petrovich) a pedir o regresso da Alexandra a Portugal.
Todos podemos colaborar. Basta assinar.
o link da Petição é :
http://girus.ru//petition/12/
Está tudo escrito em russo, mas parece que já existe uma tradução feita posteriormente.
Há 4 campos a preencher , no lado direito :
1º campo - NOME
2º campo - E-MAIL
3º campo - CIDADE / PROFISSÃO
4º campo - MENSAGEM (opcional)
Clica-se depois no quadrado laranja
Mais tarde, recebe-se uma mensagem em russo para o n/mail
Abre-se o e-mail recebido e clica-se nas primeiras letras azuis. Vê-se a peticão em russo e a lista de nomes abaixo.
Nas 2ªs letras azuis, pode ler-se os n/dados e texto.
TODOS PODEMOS AJUDAR.
Um abraço a todos
Um óptimo fim-de-semana.
Geninha
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