terça-feira, 25 de janeiro de 2011

DIVINO SILÊNCIO

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Uma antiga lenda norueguesa narra este episódio sobre um homem chamado Haakon, que cuidava de uma ermida à qual muita gente vinha orar com devoção.
Nesta ermida havia uma cruz muito antiga, e muitos vinham ali para pedir a Cristo que fizesse algum milagre.
Certo dia, o eremita Haakon quis também pedir-lhe um favor. Impulsionava-o um sentimento generoso.
Ajoelhou-se diante da cruz e disse: - Senhor, quero padecer por vós. Deixai-me ocupar o vosso lugar. Quero substituir-vos na Cruz.
E permaneceu com o olhar pendente da cruz, como quem espera uma resposta.
O Senhor abriu os lábios e falou. As suas palavras caíam do alto, sussurrantes e admoestadoras: - Meu servo, cedo ao teu desejo, mas com uma condição.
- Qual é, Senhor?, perguntou com acento suplicante Haakon.
É uma condição difícil? Estou disposto a cumpri-la com a tua ajuda!
- Escuta-me: Aconteça o que acontecer, e vejas tu o que vires, deves guardar sempre o silêncio.
Haakon respondeu: - Prometo-o, Senhor!
E fizeram a troca sem que ninguém o percebesse.
Ninguém reconheceu o eremita pendente da cruz; quanto ao Senhor, ocupava o lugar de Haakon.
Durante muito tempo, este conseguiu cumprir o seu compromisso e não disse nada a ninguém.
Certo dia, porém, chegou um rico.
Depois de orar, deixou ali esquecida a sua bolsa. Haakon viu-o e calou.
Também não disse nada quando um pobre, que veio duas horas mais tarde, se apropriou da bolsa do rico.
E também não, quando um rapaz se prostrou diante dele pouco depois para pedir-lhe a sua graça antes de empreender uma longa viagem.
Nesse momento, porém, o rico tornou a entrar em busca da bolsa.
Como não encontrasse, pensou que o rapaz se teria apropriado dela.
Voltou-se para ele e interpelou com raiva: - Dá-me a bolsa que me roubaste!
O jovem, surpreso, replicou-lhe: - Não roubei nenhuma bolsa!
- Não mintas; devolve-me já!
- Repito que não apanhei nenhuma bolsa!
O rico arremeteu furioso contra ele.
Soou então uma voz forte:
- Para!
O rico olhou para cima e viu que a imagem lhe falava. Haakon, que não conseguiu permanecer em silêncio diante daquela injustiça, gritou-lhe, defendeu o jovem e censurou o rico pela falsa acusação.
Este ficou aniquilado e saiu da ermida. E o jovem saiu também porque tinha pressa para empreender a sua viagem.
Quando a ermida ficou vazia, Cristo dirigiu-se ao seu servo e disse-lhe:
- Desce da Cruz. Não serves para ocupar o meu lugar. Não soubeste guardar silêncio.
- Mas, Senhor, como podia eu permitir essa injustiça?
O Senhor continuou a falar-lhe:
- Tu não sabias que era conveniente para o rico perder a bolsa, pois trazia nela o preço da virgindade de uma jovem.
O pobre, pelo contrário, tinha necessidade desse dinheiro; quanto ao rapaz que ia receber os golpes, as suas feridas o teriam impedido de fazer a viagem que, para ele, foi fatal: faz uns minutos que o seu barco acaba de soçobrar e que ele se afogou.
Tu também não sabias isto; mas Eu sim. E por isso me calo.
E o Senhor tornou a guardar silêncio.
Muitas vezes nos perguntamos por que Deus não nos responde. Por que Deus se cala?
Muitos de nós gostaríamos que nos respondesse o que desejamos ouvir, mas Ele não o faz: responde-nos com o silêncio. Deveríamos aprender a escutar esse silêncio.
O Divino Silêncio é uma palavra destinada a convencer-nos de que Ele, sim, sabe o que faz.
Com o seu silêncio, diz-nos carinhosamente: "Confia em mim, sei o que é preciso fazer!
 
 
originário de  Roy Lacerda do blog MomentoBrasil (http://momentobrasilcom.blogspot.com/) e  que foi postado no  Blog "Arca do Autoconhecimento".

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ABANDONADO

Clique na imagem para visualizar em tamanho normal.

 

http://www.clovisgeyer.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=54:1-abandonado&catid=21:os-caes&Itemid=22
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL !!!




Os meus desejos sinceros de um  FELIZ NATAL a todos os meus Amigos e visitantes !

Um abraço

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

OLÁ AMIGOS & VISITANTES !





Peço desculpa aos meus Amigos e Visitantes que, de vez em quando, me dão o grato prazer das suas visitas.
Tenho estado parada, sem escrever e sem vos visitar ...
Por falta de tempo e excesso de trabalho - o verão para quem trabalha em hotelaria chega a ser alucinante !
Agora, estamos na época média-baixa,  o stress baixa e há sempre um tempinho para as "visitas", pelo menos.

Convosco no meu pensamento, desejo que tenham tido um óptimo verão, umas óptimas férias para quem esteve de férias e um bom  merecido descanso para quem ainda vai de férias (como eu!)

O Outono chegou e, com ele,  vem a saudade daquele aconchego no sofá da sala, um cafezinho quente, um bolo, uma conversa amiga,  um bom livro. Na rua, pela tardinha, aquele cheiro a castanha assada,  ai! as saudades da Feira de Silves em Novembro (quando havia feira de Silves!),  com os seus carrocéis e as suas bancas de tudo-à-venda. Era o local onde as pessoas da zona se voltavam a ver, muitas vezes uma vez em cada ano. Tempo para rever antigos colegas de escola e os seus filhos crescidos. Como o tempo passa !

E nos dias de frio sem chuva, como aquele casaco comprido nos fica tão bem! Mesmo nos dias de chuva, apressados no corre-corre de sempre, sabe-nos bem regressar a esta época do Ano. Porque  há que apreciar todos os momentos, a vida é um ciclo, rolando em eternos círculos.

Um abraço para todos !

sábado, 29 de maio de 2010

NORMOSE







Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é:

Quem espera o que de nós?

Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Maria bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.

Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.


Texto de Martha Medeiros

Retirado do Blog Arca do AutoConhecimento
(um maravilhoso Blog de  ajuda na busca do nosso Auto-Conhecimento !)

terça-feira, 4 de maio de 2010

DIA DA MÃE - 2 DE MAIO






MINHA MÃE !


Minha mãe ! Minha mãe! ai que saudade imensa
do tempo em que ajoelhava, orando, ao pé de ti !
Caía mansa a noite, e andorinhas aos pares
cruzavam-se voando em torno dos seus lares,
suspensos no beiral da casa onde eu nasci !
Era a hora em que já sobre o feno das eiras
dormia quieto e manso o impávido lebreu;
Vinham-nos da montanha as canções das ceifeiras,
e a lua branca, além, por entre as oliveiras,
como a alma de um justo, ia em triunfo ao céu ! ...
E, mãos postas, ao pé do altar do teu regaço,
vendo a lua a subir, muda, alumiando o espaço,
eu balbuciava a minha infantil oração,
pedindo ao Deus, que está no azul do firmamento,
que mandasse um alívio a cada sofrimento,
que mandasse uma estrela a cada escuridão.


Guerra Junqueiro

quarta-feira, 14 de abril de 2010







ETERNIDADE


Deixa que a Criança
que foste 
dê a mão ao Adulto
que és hoje
e que a força
desse Encontro
transforme o teu futuro.

É sábio esse pequeno Ser mágico
que existe em cada um de nós.
Com o seu sorriso brilhante,
ele procura mostrar-nos
continuamente
a Maravilha que é
utilizar a nossa capacidade inata
para recomeçar alegremente
o Jogo da Vida e da Sorte.

Somos nós próprios que exageramos
o tamanho dos dragões e dos fantasmas
que nos assombram os dias e as noites.
E, contudo, temos o Poder
de os reudzir à sua verdadeira dimensão.

Pois existem ainda sóis dourados,
Mundos inteiros por descobrir.
Castelos e Reinos verdadeiros,
Jardins secretos e, (quem sabe?)
Fadas disfarçadas
de flores envergonhadas,
e mares e rios
e lagos-esmeralda
e céus claros sem fim 




Ema Vieira
28.06.1999
inspirado nos livros de
Richard Bach